spot_img
segunda-feira , 20 maio 2024
WhatsApp: (84) 99902-9014
Página Inicial Cultura Romance escrito por ilustrador potiguar expõe descaso com patrimônio histórico de Natal
Cultura

Romance escrito por ilustrador potiguar expõe descaso com patrimônio histórico de Natal

Um anjo despedaçado em praça pública ajudou o ilustrador e escritor potiguar Aureliano Medeiros a construir a história do seu novo romance: Reinventando Denise. A obra publicada pela Companhia Editora Nacional será lançada às 16h30 do deste sábado (7), no Mahalila Café e Livros, local que aparece no livro junto com outros cenários do Rio Grande do Norte.

O enredo, segundo o autor, se desenvolve quando Denise volta a Natal após cinco anos vivendo em São Paulo. A jovem busca retomar laços de amizade e memórias, mas algumas delas esbarram em um grande problema local: o descaso com a história e a conservação de patrimônios históricos e culturais.

Destruído ao relento, o Anjo Azul – escultura de 12 metros de altura e 28 toneladas, assinada pelo artista José de Arimatéia Jordão – volta a ter destaque. A obra ficava na entrada da galeria de mesmo nome, situada à Avenida Hermes da Fonseca, bairro Tirol. Quando o espaço foi vendido, nos anos 2000, os compradores optaram pela retirada dela e o poder público não atuou efetivamente para preservá-la.

“Falaram em levar para Monte das Gameleiras, pra Maxaranguape, vários lugares, e no fim das contas ela foi parar lá na Praça de Alagamar, em Ponta Negra. Havia a intenção de remontar essa estátua, mas isso não chegou a acontecer. Os pedaços foram se deteriorando até que não havia mais como recuperar e foi preciso fazer a demolição final desses pedaços em 2020. Eu lembrava muito de ver esses pedaços na praça. Lembro de ter passado lá e achado aquela coisa completamente aterrorizante”, diz Aureliano, que chegou a fazer fotos na cena.

“Aquilo pra mim era muito Natal”, comenta sobre os pedaços da estátua. “Natal estava na minha frente impressa numa situação. Eu via que é isso que acontece com a nossa memória. A gente não tem o direito de conservar a nossa memória, de criar laços afetivos com as coisas porque tudo que tá aqui agora daqui a pouco pode não existir mais.”

Na opinião de Aureliano, a estátua, o Hotel Reis Magos e tantas casas antigas destruídas para a construção de farmácias representam a dissolução da identidade da capital potiguar e é essencial dar destaque a isso:

“Enquanto natalense, era importante eu falar sobre isso e deixar essa discussão ainda viva. É fazer justiça poética por esses patrimônios que não tiveram oportunidade de prosperar na cidade.”

Confira a entrevista completa na Agência Saiba Mais.

Artigos Relacionaos

Nova versão da HBO Max chega ao Brasil em fevereiro; saiba mais

A Warner Bros. Discovery divulgou, nesta quarta-feira 24, que o serviço de...

CPM 22 faz show em Natal neste domingo (28)

Após 9 anos de espera – a última vez em Natal foi...

Natal recebe nova edição da Feira de Livros e Quadrinhos (FliQ)

Com mais de 100 horas de atividades culturais gratuitas, como quadrinhos, bate-papo...

Série ‘Cangaço Novo’ é aclamada em site especializado

Desde sua estreia em 18 de agosto no Amazon Prime Video, a...