Novo tratamento para dor crônica já está disponível no Brasil

Novo tratamento para dor crônica já está disponível no Brasil
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Uma nova cirurgia para tratamento da dor crônica está disponível no Brasil para o tratamento de pacientes que sofrem com o problema. O procedimento consiste na colocação de um implante, um estimulador ganglionar, na região onde há dor constante para o controle da dor. A cirurgia é recomendada para pacientes que possuem dor decorrente de lesões nos nervos, que causam o quadro de constante dor. A expectativa de melhoras nos quadros que passam por esse procedimento é de acima de 80% em alguns casos.

“Para a dor neuropática, a estimulação medular sempre foi um tratamento, uma opção de tratamento”, contou ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição, Guilherme Alves Lepski, médico neurocirurgião e livre-docente do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da USP. Segundo ele, essa nova técnica existe no exterior desde 2014 e, desde então, vem sendo publicados trabalhos e artigos que buscaram comprovar a efetividade do tratamento antes que ele chegasse ao Brasil, em 2021.

Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, sem a necessidade de anestésicos fortes, para a implantação de um eletrodo na região nervosa onde está localizada a lesão do nervo e, por consequência, a dor crônica. A cirurgia é direcionada para pacientes que possuem dor crônica por um determinado período de tempo e que tenham esgotados os tratamentos convencionais para o controle do quadro.

A realização da cirurgia é resultado de muitos anos de pesquisa, feita em parceria com instituições de fora do País para garantir a eficácia do tratamento. Atualmente, há artigos e publicações sobre o assunto disponibilizados para que profissionais da área conheçam a técnica e sua efetividade. No momento, a cirurgia está disponível somente na rede particular de saúde, no entanto, de acordo com Lepski, por tratar-se de uma variação de um procedimento disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a previsão é que ele possa estar disponível para o público geral em breve.

Estadão via Jornal da USP

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