Por que assistir à Ted Lasso, série ambientada no mundo do futebol que vai melhorar seu dia

Por que assistir à Ted Lasso, série ambientada no mundo do futebol que vai melhorar seu dia
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A série Ted Lasso tem sido um dos grandes motivos para sorrir ultimamente. A semana foi difícil, no trabalho ou no âmbito pessoal? Sair na rua ainda é uma preocupação, mas ficar trancado em casa já encheu? Seus problemas podem ter acabado: o técnico Lasso e o AFC Richmond estão aí para nos trazer uma pitada de otimismo com esperança — ingênua, é verdade, mas muito bem-vinda em 2021.

A série do Apple TV+ está, atualmente, no andamento da segunda temporada, com a garantia de uma terceira pela frente. Ted Lasso quebrou recorde com 20 nomeações ao Emmy 2021, incluindo a categoria de Melhor Série de Comédia. Mas o que faz da obra estrelada por Jason Sudeikis uma das maratonas mais leves e otimistas da atualidade?

Série com futebol, mas não sobre futebol

Em Ted Lasso, o personagem-título interpretado por Jason Sudeikis é um treinador de futebol americano conhecido pelo espírito em equipe que, do dia para a noite, troca o american football pelo soccer e aceita comandar um time da Premier League, primeira divisão da Inglaterra que é tida como a liga de futebol mais competitiva no mundo.

Lasso cai de paraquedas em um universo cujas regras ele desconhece por completo — e pouco parece se importar com sua ignorância, como na primeira coletiva em que dá para jornalistas britânicos, que o insultam e debocham pela falta de conhecimento. Ok, espera-se que um profissional contratado em sua área conheça o mínimo dela. Mas vencer não é o primordial por aqui, por mais irônico e absurdo que isso possa soar.

Apesar da ambientação boleira, o futebol fica em segundo plano: vemos uma ou outra cena das partidas, mas o foco é mergulhar no dia a dia dos jovens atletas. Há clichês de relacionamentos e de superação já conhecidos em filmes e séries de esportes, mas tudo na dose certa. O humor também é pontual, sem causar grandes gargalhadas e mais preocupado em tiradas inteligentes — com muita piada envolvendo um americano em um país que basicamente fala outro inglês e que desconhece “o outro futebol”.

Vale ressaltar que Ted Lasso nasceu como um comercial de TV da NBC Sports de 2013 que promovia a transmissão da liga inglesa nos Estados Unidos. Aquilo viralizou e acabou sendo adaptado como uma série, mas essa história pode ficar para outro dia.

Sr. Otimista, não importa a ocasião

O destino chamou, e Lasso abriu os olhos: o treinador é o Sr. Otimismo que Brandon Flowers canta em “Mr. Brightside”, hino do The Killers. Não importa o quanto riam da sua cara ou o ofendam com palavras em inglês britânico cujo significado ele sequer suspeita, o sorriso no rosto por baixo do bigode (e que belo bigode!) de Sudeikis e a vontade de fazer o bem — simplesmente porque sim — sempre falarão mais alto.

Mais do que os três pontos conquistados, o bem-estar da equipe é o objetivo. Lasso se importa com cada vida em seu entorno, sendo um verdadeiro mentor-paizão ao melhor estilo John Keating, de Sociedade dos Poetas Mortos. O personagem, no entanto, não é de ferro: foi por problemas familiares que ele deixou a América e, no fundo, é alguém que se sente sozinho e tenta reencontrar-se e reerguer-se; não por acaso, é a mesma jornada que o AFC Richmond precisa trilhar.

Alguns episódios de Ted Lasso me contagiaram com essa ingênua esperança que permeia a série. Sem entrar em spoilers, o episódio de Natal da segunda temporada não só me deu uma saudade danada de aglomerar em festas de fim de ano, como me fez acreditar em uma humanidade mais altruísta. Provavelmente, estou errado, mas a sensação foi ótima mesmo assim.

Episódio de Natal da 2ª temporada de Ted Lasso é um dos maiores quentinhos do ano. Imagem: Apple TV+

Personagens fascinantes de acompanhar

Não só de um bom personagem vive uma série que certamente entrará entre as melhores já produzidas. E de personagens fascinantes, Ted Lasso é um cardápio recheado.

Temos Rebecca (Hannah Waddingham), dona do time, amargurada (com total razão) e inicialmente mal-intencionada; o tímido, mas surpreendente Nate (Nick Mohammed); outro otimista e dono de um dos melhores bordões — “football is life!” –, Dani Rojas (Cristo Fernández); o ácido jornalista Trent Crimm (James Lance), cuja piada é seu jeitão crítico e sua apresentação (“Trent Crimm, do Independent”) — já decoramos, mas nunca perde a graça.

Mas o destaque vai para Roy Kent (Brett Goldstein), eterno capitão pitbull no maior jeitão Irmãos Gallagher — aliás, claro que tem piada com Oasis e “Wonderwall” no karaokê com a galera. Cada país tem o “Evidências” que merece.

Todos os arcos são divertidos de acompanhar, com evoluções individuais de cada um — essa mudança, obviamente, começa a partir da chegada de Lasso na Terra da Rainha.

Roy Kent rouba a cena como o “Noel Gallagher do futebol”. Imagem: Apple TV+

“O sucesso não é sobre as vitórias e derrotas. É sobre ajudar esses jovens a serem as melhores versões de si mesmos dentro e fora de campo”, diz Lasso, em uma de suas grandes frases motivadoras. A série é exatamente sobre isso: acreditar. E eu acredito que Ted Lasso pode melhorar o seu dia, basta dar uma chance e correr pro abraço.

Não digo que seja impossível não gostar de Ted Lasso (tanto o personagem quanto a série), mas que é bem difícil, isso é — até quem tentou, na série, não conseguiu!

Imagem: Apple TV+

A segunda temporada de Ted Lasso terá 12 episódios no total, dois a mais do que a primeira. Um novo episódio é disponibilizado no Apple TV+ toda sexta-feira — o último desta leva está previsto para chegar em 8 de outubro.

Fonte: IGN Brasil

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